Número de mortos em explosão de gás em mina na Rússia chega a 110

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Agência EFE

MOSCOU - Equipes de resgate encontraram hoje os dois últimos corpos de trabalhadores mortos na explosão de gás metano em 19 de março na mina de carvão Ulyanovskaya, na Sibéria, o que eleva a 110 o número de vítimas.

- No setor inundado da mina Ulyanovskaya foram encontrados e levados à superfície os corpos dos dois mineradores que estavam desaparecidos - disse à imprensa um porta-voz da companhia Yuzhkuzbassugol, proprietária da mina.

O porta-voz acrescentou que 'os corpos já foram identificados e serão enterrados na quinta-feira'. De acordo com o relatório da comissão investigadora divulgado na terça-feira, a explosão de gás nas galerias foi causada por faíscas de um fio elétrico sem isolante.

- As faíscas de um fio foram o fator principal que provocou a explosão na mina - disse Nikolai Kutin, presidente da comissão estatal que investigou o acidente.

Kutin disse que a primeira detonação foi seguida de 'várias explosões'. Este foi o acidente em minas mais grave ocorrido na Rússia nas últimas décadas.

O diretor do Serviço Federal de Supervisão Técnica, Kostantin Pulikovski, afirmou que a investigação concluiu que outra das causas da tragédia na mina Ulyanovskaya foi a intervenção de pessoas nos sistemas automáticos de segurança.

- Alguém interferiu no trabalho dos sistemas automáticos, por isso estes não interromperam o fornecimento de energia elétrica, apesar de os sensores indicarem uma elevada concentração de metano - disse.

A mina Ulyanovskaya, que produzia 2,4 milhões de toneladas de carvão ao ano, entrou em operação em outubro de 2002 e era considerada uma das mais modernas do setor.