Famílias de iraquianos mortos por soldados britânicos vão à Londres
Agência EFE
LONDRES - Os familiares de seis iraquianos mortos em seu país supostamente por soldados britânicos pediram hoje à Câmara dos Lordes, a instância judicial mais alta na Inglaterra, que autorize a investigação das mortes. O advogado dos parentes dos iraquianos, Rabinder Singh, disse em sua primeira exposição ao tribunal que todos os iraquianos que vivem sob a ocupação das forças britânicas no sul do Iraque deveriam estar protegidos pela legislação sobre direitos humanos vigente no Reino Unido.
Os familiares destes iraquianos mortos recorreram aos Lordes após seu pedido de uma investigação ser desencorajado pelos tribunais Superior e de Apelação, que apóiam a posição do Governo britânico. Estes magistrados disseram que a legislação do Reino Unido é aplicável apenas se a morte acontecer estando sob custódia de uma autoridade britânica.
Esta situação existe apenas no caso de uma das vítimas, Baha Mousa, que morreu em um centro de detenção do Reino Unido após receber uma surra.
Os outros casos examinados são os de Hazim Al-Skeini, de 23 anos e que foi baleado pelos britânicos em plena rua em agosto de 2003, de Muhammed Salim, de 45 anos e assassinado na casa de seu cunhado em novembro de 2003, e de Hannan Shamailawi, morta com tiros de metralhadora enquanto jantava em casa na mesma época. Também se pede que se investigue a morte de Waleed Sayay Mezban, de 43 anos, baleado quando dirigia do trabalho para sua casa em agosto de 2003, e de Raid al-Musawi, de 29 anos, um policial Iraquiano que morreu no hospital após ser atingido por um soldado britânico.
O recurso junto à Câmara dos Lordes, que se prolongará por cerca de cinco dias, é apoiado por várias organizações de defesa dos direitos humanos, entre elas a Anistia Internacional, a Liberty e a Associação para a Prevenção da Tortura.
