Cerca de 8.335 colombianos deixaram suas casas por causa de conflitos

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Agência EFE

BOGOTÁ - Fontes humanitárias denunciaram nesta terça-feira que pelo menos 8.335 pessoas saíram de seis localidades do departamento (estado) colombiano de Nariño este ano para se afastarem de combates entre as forças de segurança do Governo e grupos armados ilegais.

A Consultoria para os Direitos Humanos e o Deslocamento (Codhes), uma ONG, informou em Bogotá que os deslocados são provenientes de 1.667 famílias dos municípios de El Charco, La Tola, Samaniego, Guachavés, Policarpa e Cumbitara.

A possibilidade de 'ficar no meio do fogo cruzado' e o temor por represálias dos combatentes ilegais geraram estes deslocamentos maciços na região, informou o Codhes, ao advertir sobre o recrudescimento do conflito na região da fronteira sul com o Equador.

A ONG explicou que nas seis localidades surgiram combates das Forças Militares com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e com o Exército de Libertação Nacional (ELN), as duas primeiras guerrilhas do país.

Além disso, foram registrados conflitos entre os dois grupos. As Farc e o ELN também entraram em choque com os 'grupos emergentes'

Águilas Negras, Los Rastrojos y Organización Nueva Generación, novos redutos paramilitares.

A situação mais crítica é a das montanhas de El Charco, na qual há uma semana e meia foram registrados combates entre tropas da Armada Nacional colombiana e a frente 29 das Farc.

Na última segunda, as autoridades locais disseram que cerca de 4.876 camponeses abandonaram suas terras por causa destes enfrentamentos.