Cresce apoio de exilados a nova política EUA-Cuba, diz pesquisa
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WASHINGTON - Os cubano-americanos ainda defendem o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba, mas o apoio a essas políticas caiu ao nível mais baixo já registrado em uma pesquisa, divulgada na segunda-feira, que é realizada desde 1991.
Dos mil cubano-americanos ouvidos pela Universidade Internacional da Flórida, 57,4 por cento defenderam o restabelecimento das relações diplomáticas de Washington com Havana - em 2004, apenas 42,7 por cento eram a favor.
- A maioria dos cubano-americanos já não parece crer que o isolamento esteja funcionando - disse Vicki Huddleston, ex-chefe da seção de interesses dos EUA em Havana.
Na nova pesquisa, a maioria (64,4 por cento) também defende uma liberalização da política em relação a Cuba, endurecida em 2004 pelo governo do presidente George W. Bush, que dificultou viagens, o envio de dinheiro e a ajuda humanitária à ilha.
Para 55 por cento, Washington deveria permitir que os cubano-americanos viajassem à ilha à vontade -- atualmente, há um limite de uma vez a cada três anos; 62 por cento apóiam o envio de alimentos, e 71 por cento querem o envio de medicamentos.
Sobre o embargo em vigor desde 1962, 57,5 por cento dos entrevistados querem mantê-lo, menor percentual desde a primeira realização da pesquisa. Em 2004, 66,1 por cento defendiam a manutenção do embargo.
- Há um novo pragmatismo na comunidade cubano-americana - disse Carlos Saladrigas, do Cuba Study Group, de Washington, que financiou o estudo, num momento em que vários parlamentares propõem mudanças na política norte-americana para a ilha.
A pesquisa tem margem de erro de 3,2 pontos percentuais e foi feita na Flórida, onde há uma comunidade de 650 mil cubano-americanos.
