Coréia do Sul e EUA fecham acordo de comércio

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REUTERS

SEUL - Estados Unidos e Coréia do Sul assinaram nesta segunda-feira o maior pacto de comércio norte-americano em 15 anos, quando faltavam alguns minutos para o final do prazo de negociações.

Em ação surpreendente, os EUA concordaram em dar, pelo menos em princípio, tratamento preferencial para produtos sul-coreanos feitos na Coréia do Norte.

O acordo foi fechado depois de meses de negociações e alguns protestos violentos na Coréia do Sul, devido a temores de que os agricultores do país, que recebem muitos subsídios, não pudessem sobreviver aos preços mais baixos das mercadorias norte-americanas.

- Esperamos que (o acordo) seja a pedra que catapulte a Coréia para a economia avançada, disse o presidente sul-coreano, Roh Moo-Hyun, segundo a imprensa oficial.

Os negociadores dos EUA também estavam entusiasmados.

- Eu daria A positivo, disse a repórteres a negociadora-chefe dos EUA, Wendy Cutler, depois da assinatura.

Seul concordou em retirar sua tarifa de 40 por cento sobre a carne dos EUA, em prazo de 15 anos, mas não mexeu no produto mais sensível e protegido, o arroz.

Outro ponto importante foi a concordância dos dois lados de abrirem mais seus mercados de veículos.

O acordo entre os EUA e a terceira maior economia da Ásia foi fechado minutos antes do final do prazo que a Casa Branca tem para usar a legislação que permite que apresente uma proposta ao Congresso que pode ser rejeitada ou aprovada, mas não modificada.

Algumas estimativas afirmam que o acordo vai gerar um incremento de 20 bilhões de dólares ao atual nível de comércio anual dos países, que está na casa dos 70 bilhões de dólares.

CORÉIA DO NORTE

Na maior surpresa das negociações, os EUA concordaram em princípio a dar tratamento preferencial a alguns produtos da Coréia do Norte. Isso para atender ao pedido da Coréia do Sul de que bens que produz em um parque industrial dentro da Coréia do Norte recebam tratamento igual aos feitos em seu território.

Os EUA rejeitavam a proposta, depois dos testes com mísseis e nucleares feitos pela Coréia do Norte, no ano passado.

O acordo tem condições, incluindo progresso nas negociações internacionais para acabar com o programa nuclear da Coréia do Norte.

As expectativas em relação ao acordo ajudaram a elevar o mercado de ações da Coréia do Sul para o maior nível em cinco semanas, principalmente no setor automotivo.

- Se as indústrias acordarem e renascerem para competir globalmente, será bom para as empresas que sobreviverem e bom para os acionistas, disse Thomas Choi, chefe de pesquisa da PCA Asset Management.