China lança plano de 11 anos contra a pobreza em minorias étnicas
Agência EFE
PEQUIM - As 55 minorias étnicas da China, que constituem 8,4% da população de 100 milhões de pessoas, enfrentam os maiores problemas de pobreza e subdesenvolvimento no país, que o Governo quer atenuar com um ambicioso projeto de 11 anos apresentado hoje à imprensa.
O programa, aprovado no início deste ano pelo Conselho de Estado (Executivo), estabelece entre outros objetivos o pleno acesso a água potável, educação, saúde e outros bens e serviços.
Na primeira fase do programa, até 2010, as metas incluem levar a 95% das crianças o ensino obrigatório e aumentar em 25% as publicações de livros e outros materiais em línguas minoritárias.
Outras metas são elevar em 0,5 ponto a percentagem de trabalhadores com formação superior, reduzir a 5 por mil a mortalidade infantil e aumentar a taxa de urbanização.
Embora pequenas em relação à enorme população Han, majoritária no país, as etnias ocupam 63,7% do território chinês. Em alguns lugares há focos independentistas, como no caso dos tibetanos, dos povos muçulmanos do noroeste e dos mongóis.
"As diferenças de desenvolvimento entre estas etnias e outras áreas rurais e urbanas dificulta a construção de uma sociedade harmoniosa na China', destacou hoje o vice-ministro da Comissão Estatal de Assuntos Étnicos, o tibetano Dondrub Wangben.
Ele reconheceu que a quinta parte da população dessas minorias vive na pobreza, com menos de US$ 1 por dia.
Algumas etnias são formadas por apenas alguns milhares de membros, e estão em perigo de extinção, como os Lhoba (2.300 habitantes), os Gaoshan (2.900) e os Hezhen (4.300).
Dondrub comentou que 'ao longo da história, algumas etnias desaparecem de forma natural'. Para ele, não se pode impedir esta tendência, embora várias pequenas povoações tenham duplicado nos quase 60 anos de regime comunista.
