Blair muda Ministério do Interior para reforçar a luta antiterrorista

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Agência EFE

LONDRES - O primeiro-ministro do Reino Unido, o trabalhista Tony Blair, anunciou hoje que mudou a competência do Ministério do Interior com o objetivo de reforçar a luta antiterrorista.

Com isso, determinadas atribuições que até o momento eram incumbência do Ministério do Interior, como prisões e justiça penal, serão transferidas ao Ministério de Assuntos Constitucionais, que passará a se chamar Ministério da Justiça no dia 9 de maio.

A pasta de Interior continuará a cargo da Polícia, imigração e controle das fronteiras e ganhará um novo departamento chamado "Escritório para a Segurança e o Contra-Terrorismo', dedicado exclusivamente a estes crimes.

Segundo um porta-voz do Interior, o novo departamento dará 'mais coesão e lógica' à luta antiterrorista, pois fará reuniões periódicas entre os serviços secretos e os ministérios importantes.

No entanto, o Ministério de Assuntos Exteriores continuará controlando o MI6 (serviço de espionagem exterior do Reino Unido), apesar desta agência de inteligência trabalhar mais estreitamente com o Interior.

O Governo estabelecerá uma nova comissão de segurança nacional, presidida pelo primeiro-ministro, que se reunirá uma vez ao mês.

Como afirmou Blair em uma declaração ministerial por escrito, a reestruturação pretende mudar o 'enfoque' do Reino Unido na hora de "enfrentar a ameaça terrorista'.

Posteriormente, o próprio ministro do Interior, John Reid, disse que a remodelação procura adaptar o Ministério 'às prioridades do mundo e às pessoas de hoje'.

Já o ex-titular do Interior, Charles Clarke, qualificou hoje a reestruturação de uma 'decisão irresponsável que atrasa ainda mais as reformas que tanto precisa o sistema de justiça penal'.

Este ano, o Ministério do Interior viu-se envolvido em vários escândalos, como a concessão de um passaporte britânico a 10 mil pessoas que os solicitaram em 2006 mediante fraude, entre eles dois terroristas reconhecidos.

Além disso, inspeções oficiais concluíram que este é o Ministério britânico com pior funcionamento.