Embaixador britânico pede acesso a marinheiros presos no Irã

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REUTERS

TEERÃ - O enviado britânico a Teerã pediu neste domingo acesso aos 15 marinheiros britânicos detidos no país, que o Irã afirma terem entrado ilegalmente em águas iranianas, apesar de a Grã-Bretanha sustentar que estavam em território iraquiano, afirmou um diplomata. O embaixador britânico, Geoffrey Adams, reuniu-se com Ebrahim Rahimpour, autoridade do Ministério do Exterior do Irã, para debater o tema, a pedido de Londres, afirmou à Reuters um diplomata britânico em Teerã.

- Repetimos a linha pedindo sua libertação. Pedimos detalhes de sua localização e pedimos acesso consular - afirmou o diplomata.

- O Ministério do Exterior Iraniano prometeu estudar os pedidos e o diálogo continua - disse o mesmo diplomata.

A televisão iraniana reportou o encontro, sem dar detalhes. Mas disse que o embaixador britânico foi convocado. A agência de notícias semi-oficial Fars reportou no sábado que os 15 marinheiros e fuzileiros foram transferidos para Teerã. Mas isso não foi confirmado de maneira independente.

- Estamos pedindo para saber se estão sendo movimentados dentro do Irã - disse o ministro britânico David Triesman à Sky News.

Ele disse que as diferenças sobre o local onde os britânicos foram detidos pelo Irã podem ser "resolvidas tecnicamente".

- Fui bem claro ao dizer que forças britânicas nunca entraram intencionalmente em águas iranianas.

Jack Straw, líder da Câmara dos Comuns e ex-ministro do Exterior da Grã-Bretanha, disse à televisão BBC que entre os detidos há uma mulher. Ele afirmou que a resolução do caso "exige diplomacia muito cuidadosa e intensa". A Grã-Bretanha afirma que dois grupos de marinheiros e fuzileiros da Marinha Real estavam revistando um barco comercial, em missão aprovada pela ONU, em águas iraquianas quando foram cercados por navios armados do Irã e capturados.

Um pescador iraquiano que afirmou ter visto a ação disse no sábado que o barco britânico estava revistando uma embarcação ancorada em águas iraquianas. O incidente provocou a maior alta do preço do petróleo em três meses, na sexta-feira, e aconteceu um dia depois que o Irã iniciou uma semana de exercícios de guerra naval em sua costa, incluindo partes no Golfo que dão acesso à produção de petróleo do Iraque, do Irã e do Kuweit.