China espera diminuir diferenças com Japão durante visita de Wen

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CHINA - A China, cujas disputas com o Japão começaram antes da Segunda Guerra Mundial, espera que a visita do premiê Wen Jiabao tenha sucesso em diminuir as diferenças, disse nesta quinta-feira um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

Wen deverá visitar o Japão em meados do próximo mês, na primeira viagem de um premiê chinês em sete anos, seguindo a visita do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, à China em outubro.

'A visita do premiê Wen Jiabao ao Japão será extremamente importante', disse o porta-voz Liu Jianchao em coletiva de imprensa.

'Estamos fazendo o melhor possível para tornar a visita do premiê Wen Jiabao ao Japão um sucesso.'

Uma delegação de legisladores chineses partiu de Pequim nesta quinta-feira, em direção a Tóquio, em viagem para preparar a visita de Wen, disse a agência de notícias oficial Xinhua.

As relações entre China e Japão pioraram durante o governo do ex-primeiro ministro japonês Junichiro Koizumi, que visitou regularmente o Templo Yasukuni, em Tóquio, que homenageia mortos de guerra e que a China considera um símbolo do militarismo japonês da Segunda Guerra Mundial.

Abe melhorou a situação por deixar de fazer comentários sobre o templo, mas suas declarações recentes sobre bordéis administrados por militares japoneses durante a guerra irritaram Pequim, disse a mídia do Japão.

Ele afirmou não haver provas de que os japoneses forçaram mulheres, principalmente asiáticas, a servirem soldados do Japão em bordéis durante a guerra.

Liu negou que os comentários tenham levado as autoridades a encurtarem a visita do premiê.

'As relações entre China e Japão estão desenvolvendo-se em uma boa direção', afirmou.

Este ano também marca o 70o aniversário do Massacre de Nanjing e o incidente na Ponte Marco Polo, que provocou uma guerra aberta entre Japão e China.

Segundo alguns historiadores japoneses, o número de mortos no massacre de 1937 em Nanjing foi exagerado, mas a China colocado o número de vítimas em 300.000.

Um tribunal aliado depois da Segunda Guerra estimou o número de mortos em 142.000.