Civis presos por assassinato de deputados salvadorenhos na Guatemala

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Agência EFE

GUATEMALA - Quatro civis foram detidos hoje, por suposta participação nos assassinatos de três deputados salvadorenhos e do motorista do veículo em que estavam, no dia 19 de fevereiro, na Guatemala. Fontes do Ministério do Interior guatemalteco confirmaram à Efe que as prisões foram feitas em Jalpatagua, no departamento oriental de Jutiapa, na fronteira com El Salvador. Os prisioneiros foram identificados como Mario Lémus Escobar, Obdulio Estuardo de León Lémus, Carlos Amilcar Orellana e Linda Castillo Orellana.

Anteriormente, foi informado que o narcotraficante guatemalteco Carlos Salguero também havia sido preso, mas as fontes do Ministério disseram que o homem detido, na verdade, é Carlos Amilcar Orellana, que também era procurado por tráfico de drogas. Os deputados salvadorenhos do Parlamento Centro-Americano (Parlacen) Eduardo D'Aubuisson, José Ramón González e William Pichinte, além de Gerardo Napoleón Ramírez, um policial que trabalhava para os parlamentares como motorista, foram assassinados em uma região afastada da estrada que liga o país a El Salvador.

As forças de segurança realizaram, nas primeiras horas de hoje, pelo menos nove operações no departamento de Jutiapa. As operações foram realizadas um dia depois que o presidente de El Salvador, Elías Antonio Saca, exigiu ao Governo da Guatemala a prisão dos responsáveis diretos e indiretos pelos assassinatos. Em 28 de fevereiro, foi preso o policial guatemalteco Marvin Contreras, por suposto envolvimento nos crimes.

Três dias depois do assassinato dos deputados e de seu motorista, foram presos os policiais Luis Arturo Herrera López, José Korki López Arreaga, José Adolfo Gutiérrez e Marvin Langen Escobar Méndez, todos também guatemaltecos, e acusados de cometer os crimes. Mas no dia 25 de fevereiro, os agentes foram assassinados, em uma prisão de segurança máxima onde estavam detidos.