UE pede que ajuda a palestinos seja ampliada por mais três meses

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Agência EFE

WASHINGTON - A comissária européia para Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, disse nesta segunda que é 'muito importante' que a União Européia (UE) 'prorrogue' a ajuda aos palestinos 'por mais três meses para que não sofram', em um momento "delicado' das negociações.

Ferrero-Waldner deu as declarações em entrevista coletiva conjunta com o alto representante da UE para a Política Externa e de Segurança, Javier Solana, e com o ministro alemão de Assuntos Exteriores, Frank-Walter Steinmeier.

Eles se reuniram em Washington com a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, que também esteve presente na entrevista coletiva para falar sobre a situação no Oriente Médio.

Os ministros do novo executivo palestino prestaram juramento ontem no Conselho Legislativo.

Solana ressaltou que a UE deseja continuar trabalhando com os palestinos, e que a comunidade européia não irá 'deixá-los de mãos abanando', enquanto Rice ressaltou que os EUA também continuarão ajudando os palestinos.

- Viajarei à região no final da semana. Espero vê-lo (Mahmoud Abbas), conversar com ele e continuar trabalhando para melhorar a vida dos palestinos, assim como avançar no horizonte político - disse Rice, que lembrou o fato de a quantidade de assistência para os palestinos ter aumentado durante o ano passado.

Com relação à política do Quarteto de Madri (EUA, UE, ONU e Rússia) para os palestinos, Rice ressaltou que seus princípios 'não são obstrucionistas'.

- Não se pode chegar a um acordo de paz ou a um processo de paz quando uma das partes não reconhece o direito da outra parte de existir, ou não renunciar à violência - disse a secretária de Estado dos EUA.

- Esses princípios são críticos para chegar a uma solução de dois Estados - acrescentou.

A formação, na quinta-feira passada, de um Governo de unidade entre o Hamas e outros grupos políticos palestinos que reconhecem o direito de existência de Israel abriu a porta para que a comunidade internacional acabe com o boicote imposto ao anterior Governo do primeiro-ministro, Ismail Haniyeh.