Ahmadinejad não cede diante de pressões e busca apoio popular
Agência EFE
TEERÃ - O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, manteve seu tom desafiador ao deixar claro que a República Islâmica não cederá diante das sanções, durante uma viagem por várias cidades iranianas para obter apoio popular a sua postura. - As potências ocidentais não poderão impedir a marcha do povo iraniano, que já tem o círculo de produção de combustível nuclear, a que não renunciará diante das pressões - disse o presidente iraniano em discurso na província de Yazd (Centro).
Esta opinião não reflete mudança alguma na postura oficial de Ahmadinejad, já que é a mesma que expressou antes e depois que o Conselho de Segurança das Nações Unidas recebeu, na quinta-feira, uma minuta de resolução com sanções ao Irã por se negar a suspender o enriquecimento de urânio.
Seus discursos de quinta e sexta-feira nas cidades de Arkad, Meibod, Bafq e Khatan, todas em Yazd, e em Tabas (Leste) foram acompanhados o tempo todo por aplausos dos milhares de iranianos presentes.
Gritos como 'Alahu Akbar' (Alá é o maior) e 'Morte aos Estados Unidos' também foram ouvidos enquanto o chefe de Estado reiterava que a tecnologia nuclear é 'um direito legítimo do povo iraniano'.
Durante a viagem, Ahmadinejad também questionou a legalidade do Conselho de Segurança da ONU e assegurou que, para o povo iraniano, suas resoluções 'não têm nenhum peso'.
- Parem e não destruam sua credibilidade. Não pensem em assediar ou boicotar o Irã - disse Ahmadinejad hoje em Khatan, dirigindo-se aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança - Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China - e à Alemanha, segundo a agência de notícias 'Irna'.
