Presidente do Equador acusa oposição por rumores sobre bancos

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REUTERS

QUITO - O presidente do Equador, Rafael Correa, acusou na quarta-feira seus opositores no Congresso de espalharem rumores de uma crise bancária que reativou temores de repetição do colapso financeiro de 1999 no país.

'O setor bancário é o setor mais próspero em nossa economia', disse Correa a repórteres, em uma entrevista coletiva organizada às pressas. 'A economia está em ótima forma.'

O economista de esquerda disse que legisladores de oposição destituídos dos cargos na semana passada por um tribunal eleitoral contrataram uma central de telefonia para espalhar rumores de que o governo estaria planejando fechar o sistema bancário.

Em 1999, milhões de equatorianos perderam suas economias depois que o governo ordenou o fechamento e congelou os depósitos para conter o colapso econômico causado pelos baixos preços do petróleo.

'Nunca permitiremos outro feriado bancário', disse Correa, em referência à ordem oficial de fechamento dos bancos em 1999.

Ele acrescentou que o setor bancário está registrando recordes de lucros e que o governo tem cerca de 2 bilhões de dólares em reservas oriundas do petróleo.

Cinquenta e sete deputados, revoltados com a decisão de destituí-los dos cargos, estão travando uma disputa de poder com Correa para bloquear a convocação de um referendo sobre a limitação dos poderes do Congresso.

O congressistas destituídos trocaram empurrões com a polícia na segunda-feira ao tentarem entrar na sede do legislativo.

O ex-ministro da Economia reiterou que a economia do quinto maior produtor de petróleo da América do Sul deverá crescer 3,5 por cento neste ano.