AIEA realiza 1ª negociação com Coréia do Norte em 4 anos
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PEQUIM - O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed ElBaradei, manteve na quarta-feira em Pyongyang a primeira negociação da agência da ONU com a Coréia do Norte em quatro anos, mas o principal negociador nuclear norte-coreano disse estar ocupado demais para recebê-lo.
ElBaradei acabou se reunindo com outro vice-chanceler, Ri Je-son, que também é diretor da agência norte-coreana de energia nuclear, segundo a AIEA.
É a primeira vez que um representante da AIEA viaja ao país desde o final de 2002, quando Pyongyang expulsou os inspetores internacionais, rompendo um acordo de desarmamento então em vigor. Dias depois, o país se retirou do Tratado de Não-Proliferação Nuclear.
Melissa Fleming, porta-voz da AIEA, disse que dificilmente ocorrerá um encontro com Kim Kye-gwan, representante norte-coreano nas negociações nucleares. 'Fomos informados que ele está ocupado trabalhando nas próximas reuniões entre seis partes', afirmou ela à Reuters por telefone de Pyongyang, referindo-se às negociações que envolvem EUA, China, Japão, Rússia e as duas Coréias.
Kim chefiava a delegação norte-coreana que em fevereiro aceitou em Pequim o acordo que prevê a desativação do reator nuclear de Yongbyon até meados de abril, em troca de ajuda energética e garantias de segurança. A Coréia do Norte já está sob sanções da ONU por ter testado uma arma nuclear em outubro.
Chegando a Pequim para uma nova rodada das negociações pluripartites, a partir de segunda-feira, o negociador norte-americano, Christopher Hill, disse que o fato de o encontro entre Kim e ElBaradei não ter sido realizado não é necessariamente um mau sinal. 'Acho que o sr. ElBaradei teve várias reuniões técnicas, vamos saber melhor quando conversarmos o sr. ElBaradei.'
Apesar do otimismo com o acordo nuclear de fevereiro, a Coréia do Sul disse não haver sinais de que o Norte pretende desativar o reator de Yongbyon. 'Não há indicação de mudança na condição operacional de Yongbyon', disse o chanceler sul-coreano, Song Min-soon, em entrevista coletiva em Seul.
A AIEA, que tenta preparar a volta de seus inspetores ao país, será essencial para verificar se o regime comunista vai cumprir suas promessas.
