Sudão aceita papel limitado da ONU em Darfur

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Agência EFE

NAÇÕES UNIDAS - O presidente do Sudão, Omar Hassan Ahmad al-Bashir, concedeu máxima prioridade ao processo político em Darfur e aceita apenas um papel limitado da ONU na pacificação da conflituosa região.

Em carta entregue nesta terça-feira aos membros do Conselho de Segurança da ONU, Bashir afirma que o apoio da ONU à União Africana (UA) deve ser destinado a reativar o processo político, com base no acordo assinado em Abuja, na Nigéria.

O acordo de paz assinado em 5 de maio pelo Governo de Cartum e uma facção do Movimento de Libertação do Sudão (MLS) não foi assinado por outras facções nem pelo Movimento para a Justiça e a Igualdade (MJI), que atuam também na região.

Para Bashir, a ONU deve dirigir suas atividades a forçar as facções dos grupos rebeldes que não assinaram a fazer isso, como definiram a UA e o Conselho de Segurança.

- O acordo de paz é o marco e a referência na qual a ONU deve basear-se em seu plano de apoio à UA - afirmou.

Por isso, disse que qualquer proposta que tente emendar ou anular qualquer artigo do acordo de paz 'não será aceita' pelo Governo sudanês.

Com isso em mente, Bashir expressa sua oposição ao envio de 3.000 efetivos militares e policiais da ONU, assim como de ativos aéreos, como helicópteros e aviões de reconhecimento, para reforçar a missão da UA conhecida como Amis, que conta com 7.000 soldados no terreno.

Em seu lugar, aceita o envio de 200 efetivos para um hospital de campo, 300 soldados para uma unidade logística e uma companhia de 200 militares para transporte pesado.

O presidente rotativo do Conselho de Segurança, o embaixador da África do Sul na ONU, Dumisani Kumalo, disse que o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, lamentou o conteúdo da carta quando a recebeu.

Ban 'expressou sua decepção com que, na carta, o presidente Bashir coloque perguntas sobre alguns temas que já foram estipulados', disse Kumalo.