Chávez chama Bush de 'cadáver político'

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Agência EFE

BUENOS AIRES - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, negou neste sábado, em um grande ato em Buenos Aires, que quer combater o 'cadáver político' de George W. Bush, em viagem pela América Latina.

- Enquanto eu o chamo de cadáver político, ele me quer como um cadáver físico: mas ele já é um cadáver político - disse para cerca de 40 mil pessoas, que lotaram um estádio de futebol em um ato 'contra Bush e seu imperialismo' organizado por grupos humanitários e de esquerda.

Chávez, que hoje assinou onze novos acordos de integração com o presidente da Argentina, Néstor Kirchner, qualificou de 'esmola' a ajuda econômica que ofereceu 'o cavalheiro do norte' (Bush) à América Latina.

Disse que 'o chefe do império' apresentou 'um plano de justiça social para a América Latina e oferece a ridícula soma de US$ 75 milhões, algo parecido com o que ele tem no bolso'.

Acrescentou que 'andam dizendo que Kirchner e eu planejamos isto (a visita de Chávez à Argentina e Bolívia) para sabotar a viagem do cavalheiro do norte', disse o governante venezuelano no mesmo momento que Bush viajava do Brasil ao Uruguai.

Também investiu contra a proposta de Bush de fomentar nos EUA o consumo de biocombustíveis produzidos a partir da cana de açúcar e grãos oleaginosos (milho, soja) para reduzir o uso de combustíveis fósseis.

- Foi demonstrado que para encher o tanque de um veículo normal com etanol é preciso utilizar uma quantidade de grãos com a qual pode se alimentar sete pessoas: vejam a loucura que prega o chefe do império - ressaltou.

Brasil, Argentina e Paraguai, os parceiros da Venezuela e Uruguai no Mercosul, são por essa ordem o segundo, terceiro e quarto produtor mundial de soja e grandes fornecedores de outros grãos oleaginosos.

De um camarote ladeado por telões, Chávez reiterou suas alusões à 'revolução bolivariana', elogios ao líder cubano Fidel Castro, a quem mandou 'saudações', a 'Che' Guevara e a 'Evita' Perón.

Destacou a integração da Venezuela com a Argentina e Bolívia, que 'juntos' impulsionam o projeto do Banco do Sul para financiar o desenvolvimento regional e a integração energética e ao que, segundo disse, 'muito em breve se somarão Brasil e Equador'.