China reitera vínculos de terrorismo no país com a Al Qaeda
Agência EFE
PEQUIM - O presidente da região de Xinjiang, no noroeste da China, Ismail Tiliwaldi, reiterou hoje que nesta área, habitada por etnias de religião muçulmana, operam terroristas vinculados à Al Qaeda, mas disse que cada vez contam 'com menos espaço' à medida que avança o desenvolvimento econômico regional.
Lembrando a operação terrorista contra forças do Movimento Islâmico do Turquestão Oriental, realizada em 5 de janeiro, Tiliwaldi assegurou que 'existe pouco espaço de atividade' em uma Xinjiang cuja economia cresceu mais de 11% em 2006.
Dezoito terroristas e um policial morreram na operação.
"Destruímos o campo de treinamento, no qual operavam pessoas com fortes conexões com a Al Qaeda e que perseguiam propósitos terroristas e separatistas para destruir a unidade da China', afirmou o líder comunista em entrevista coletiva concedida no Grande Palácio do Povo.
Na mesma entrevista coletiva, o secretário sub-regional do Partido Comunista da China em Xinjiang, Shi Dagang, destacou a procedência 'externa' dos terroristas, já que foram treinados pelos talibãs no Afeganistão e enviados por eles a Xinjiang para 'destruir a harmonia chinesa'.
O secretário sub-regional acrescentou que todas as etnias de Xinjiang coincidem no dano que estes terroristas fazem à estabilidade da região e da China.
Mas 'nunca se permitirá às organizações terroristas do exterior criar o caos e atentar contra a segurança nacional', afirmou.
