Juíza não encontra prova nenhuma de assassinato de Diana

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REUTERS

LONDRES - A juíza encarregada de investigar a morte da princesa Diana afirmou nesta segunda-feira não ter encontrado nenhum 'indício de prova' de que a ex-mulher do herdeiro do trono britânico teria sido assassinada.

Elizabeth Butler-Sloss deu essa declaração quando respondeu a um pedido dos advogados de Mohamed al Fayed, cujo filho morreu junto com Diana no acidente de carro ocorrido em Paris dez anos atrás, de adiar o tão aguardado inquérito sobre a morte dos dois. Fayed, o multimilionário proprietário da luxuosa loja de departamentos Harrods, alega há bastante tempo que o casal teria sido assassinado como parte de um complicado plano elaborado pelos serviços de segurança britânicos.

- Existe um grande número de graves acusações sendo feito. Não há nenhum indício de prova entregue a mim e que corrobore isso - afirmou Butler-Stoss em uma audiência realizada na Suprema Corte de Londres.

- Se não há provas que as confirmem, não posso apresentá-las ao júri.

Uma investigação de três anos realizada pela polícia da Grã-Bretanha chegou à conclusão, no final do ano passado, de que a colisão foi um acidente e de que não havia nenhum plano de assassinato. A investigação realizada pelos britânicos confirmou o resultado de uma outra feita pelos franceses e segundo a qual o motorista, um empregado de Fayed, seria o responsável pelo acidente porque dirigia alcoolizado, sob o efeito de antidepressivos e em alta velocidade.