EUA, UE e Índia tentam avançar nas negociações sobre comércio
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LONDRES - Ministros de potências comerciais do mundo tentaram no domingo avançar nas negociações para um esperado acordo que intensifique o comércio internacional e diminua a pobreza, que corre o risco de não sair neste ano.
Os negociadores dos Estados Unidos, União Européia e Índia mantiveram discussões bilaterais em Londres durante o fim de semana, procurando avançar nos contatos recentes de suas autoridades.
Eles devem ir a Genebra, onde fica a sede da Organização Mundial do Comércio (OMC), para novos encontros, que contarão com a presença também do Brasil, e devem durar até segunda ou terça-feira.
Não havia sinais de que os quatro estariam prontos para se encontrarem ao mesmo tempo.
Os membros líderes da OMC estão tentando firmar um acordo na área agrícola, o ponto mais polêmico até agora da Rodada de Doha.
O comissário de comércio da União Européia, Peter Mandelson, se encontrou com seu colega indiano Kamal Nath no sábado e manteve discussões com a representante do comércio norte-americana, Susan Schwab, no domingo.
"O encontro com Kamal Nath foi útil", disse o assessor de Mandelson, Peter Power, que se recusou a fazer mais comentários.
Autoridades disseram que o grupo principal precisa de mais encontros, para possibilitar um avanço em um acordo que libere as negociações dos 150 países membros da OMC.
Os Estados Unidos e a União Européia enfrentam oposição em casa em relação a maiores concessões na agricultura.
O presidente francês, Jacques Chirac, o herói dos fazendeiros do país, criticou Mandelson no sábado por oferecer muitas concessões e ter a "mania" de tentar fechar um acordo.
Mas a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro Tony Blair apoiaram intensamente as negociações.
Os encontros em Londres acontecem um mês após a OMC relançar formalmente a Rodada de Doha, após seis meses de suspensão.
Negociadores dizem que um acordo precisa ser firmado em 2007 ou poderão enfrentar o risco de muitos anos de atrasos e colapsos, que vão desacreditar o sistema de comércio internacional.
Para um acordo, será necessário que os Estados Unidos façam cortes maiores nos subsídios agrícolas e a União Européia reduza tarifas de importação na Agricultura. Em troca, os países em desenvolvimento devem abrir seus mercados para bens industrializados e serviços.
