Combates entre exército e guerrilha deixam 18 mortos na Colômbia
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PORTO RICO - Onze rebeldes e sete militares morreram nos mais pesados combates dos últimos meses entre a maior guerrilha de esquerda da Colômbia e tropas do exército, na zona de selva de Porto Rico, ao sudeste do país, informou neste domingo um alto chefe militar. O comandante da Força de Tarefa Conjunta Omega, general Alejandro Navas, disse que os enfrentamentos com uma forte coluna das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) começaram no sábado nas imediações deste povoado do departamento de Meta, cerca de 300 quilômetros ao sul de Bogotá.
Os corpos dos 11 rebeldes mortos, envolvidos em sacos plásticos negros, foram colocados em fila e exibidos à imprensa em uma base militar do município.
- Recuperamos 11 cadáveres, um número insignificante para os que realmente caíram, sabemos por monitorias e pelos rastros de sangue que foram muitos mais - afirmou Navas.
Os combates são parte de uma ofensiva das forças militares, apoiadas pelos Estados Unidos e que atuam sob o chamado Plano Patriota, nessa região de floresta controlada há anos pelos rebeldes, que se viram obrigados a um recuo estratégico. Classificados por Navas com os mais intensos dos últimos meses nas florestas do sul da Colômbia, os combates aconteceram a uma semana da chegada ao país do presidente dos Estados Unidos George W. Bush para um encontro com o presidente colombiano Alvaro Uribe.
A ofensiva faz parte de um plano do presidente Uribe, que inclui o aumento de armamentos e dos efetivos das Forças Armadas, e que tem enfrentado críticas dos grupos de direitos humanos, que denunciam um aumento dos abusos dos militares.
