Aprovação a Bachelet cai ao final do primeiro ano de governo
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SANTISGO - Duas pesquisas revelaram neste domingo que a aprovação ao governo da presidente do Chile, Michelle Bachelet, diminuiu às vésperas do primeiro aniversário de sua gestão, afetada por problemas no novo sistema de transporte da capital.
A sondagem do diário El Mercurio e da empresa Opina mostrou que o apoio a Bachelet caiu para 47,5 por cento em março, contra 58,9 por cento em dezembro e 65,3 por cento há um ano.
Já a pesquisa do diário La Tercera indicou que a aprovação da presidente caiu a 51 por cento em março, contra 56 por cento em dezembro.
Bachelet assumiu o cargo em 11 de março de 2006 como a primeira mulher a presidir o Chile. É o quarto governo consecutivo da coalizão de partidos de centro-esquerda conhecida como Concertación.
Em escala de 1 a 7, o desempenho da presidente socialista recebeu nota 4,2 na pesquisa El Mercurio-Opina, e 4,9 na do La Tercera.
A popularidade de Bachelet caiu nos últimos meses após acusações de corrupção em um departamento de incentivo ao esporte, que se somaram em fevereiro ao início das operações do novo sistema de transporte da capital chilena, Transantiago.
Segundo a pesquisa do El Mercurio, o Transantiago teve a pior avaliação no desempenho do governo, com nota 2,8, e figurou como o segundo tema no qual as autoridades devem colocar mais atenção, depois da violência.
Na pesquisa do La Tercera, o ex-presidente Ricardo Lagos teve a maior queda na lista de avaliação dos personagens públicos, com baixa de 12 pontos percentuais em relação a dezembro, a 66 por cento.
Pela primeira vez, Lagos ficou abaixo de ex-colaboradores, como o ex-chanceler e atual secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, e a ex-ministra Soledad Alvear.
A pesquisa do El Mercurio teve uma margem de erro de 5 por cento, e a do La Tercera de 3,5 pontos percentuais.
