Técnicos da Unesco visitam polêmica escavação em Jerusalém
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JERUSALÉM - Uma equipe de especialistas da Unesco visitou nesta quarta-feira a escavação arqueológica israelense que, segundo os muçulmanos, pode causar danos ao local mais sagrado do Islã em Jerusalém.
Israel diz que a escavação, a 50 metros do Monte do Templo, como é conhecido pelos judeus, ou Al Haram Al Sharif, para os muçulmanos, não causará danos às mesquitas do Domo da Rocha e de Al Aqsa, que ficam na praça sob o Muro das Lamentações, local sagrado para os judeus.
Os arqueólogos iniciaram no dia 7 o que chamam de 'escavação de resgate' para tentar recuperar artefatos antes da construção de uma passarela que dê acesso ao complexo, onde na antiguidade havia dois importantes templos judaicos.
A atividade provocou violentos protestos de muçulmanos em Jerusalém Oriental, a parte árabe da cidade, que inclui a Cidade Velha, onde fica o complexo religioso.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) anunciou na semana passada o envio de uma 'missão técnica' para avaliar as obras e tentar 'aliviar as tensões'. Um porta-voz da agência em Jerusalém disse, sem dar detalhes, que os especialistas visitaram as escavações na quarta-feira.
Osnat Goaz, porta-voz da Autoridade Israelense de Antiguidades, disse que o país convidou os quatro integrantes do grupo, entre os quais o diretor do Centro Mundial do Patrimônio da Unesco, para garantir que houvesse 'total transparência' na escavação.
