Ministro israelense pede endurecimento das sanções contra o Irã
Agência EFE
MOSCOU - O ministro para Assuntos Estratégicos de Israel, Avigdor Liberman, pediu nesta terça-feira o endurecimento das sanções internacionais contra o Irã, para obrigar o país a renunciar a seu polêmico programa nuclear.
- Se não detivermos o Irã hoje, amanhã todo o Oriente Médio se verá imerso em uma demencial corrida armamentista, e a situação sairá do controle - declarou Liberman, que também é vice-primeiro-ministro e líder do partido ultradireitista Israel Beiteinu.
- O Irã não poderá evitar novas sanções, mais eficazes. Os exemplos da Líbia e Coréia do Norte demonstram que as sanções podem ter efeitos positivos - afirmou.
Segundo o político israelense, as sanções podem ser inclusive mais eficazes do que no caso da Coréia do Norte, já que há muitos empresários no Irã que estão interessados no desenvolvimento das relações com o resto do mundo.
- Ainda existe a possibilidade de resolver o problema iraniano com a ajuda das negociações e sanções mais severas - afirmou o ministro, que assegurou que "o último desejo de Israel é uma escalada do conflito militar com o Irã".
Liberman se disse esperançoso de que o Conselho de Segurança da ONU e o chamado Grupo 5+1, formado pelos cinco membros permanentes do Conselho (Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China) mais a Alemanha, imponham sanções ao Irã para que renuncie ao enriquecimento do urânio.
