Principal opositor de Kirchner desiste de candidatura
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BUENOS AIRES - Mauricio Macri, líder de um partido de centro-direita na Argentina que aspiraria concorrer à presidência em outubro, disse na segunda-feira que não vai se candidatar ao cargo, e sim à prefeitura de Buenos Aires.
A decisão de Macri, presidente do clube de futebol Boca Juniors, parece deixar o caminho mais livre para a situação, que lidera as pesquisas com entre 40 e 50 por cento das intenções de voto.
Mesmo com menos de 10 por cento das intenções de voto mais recentes, Macri aparecia como o candidato mais forte da dispersa oposição ao presidente Néstor Kirchner.
Kirchner ainda não oficializou sua candidatura para um segundo mandato - segundo pesquisas é o único que poderia vencer no primeiro turno - e joga publicamente com a idéia de que seja sucedido por sua esposa, a senadora Cristina Fernández.
Em uma coletiva de imprensa na capital argentina, Macri explicou por que disputaria o controle da cidade mais influente do país.
- Tenho um compromisso com os vizinhos dessa cidade. Amo esta cidade e acredito que os problemas que temos nós podemos resolver - disse. - Vamos ganhar.
Macri definiu apoio ao ex-ministro da Economia Roberto Lavagna à presidência, que é agora o oponente mais forte de Kirchner ao cargo.
