Jihad Islâmica quer entrar em OLP reformada

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Agência EFE

GAZA - A Jihad Islâmica está interessada em entrar na Organização para a Libertação da Palestina (OLP) depois que este fórum for reestruturado, segundo o Acordo de Meca de 8 de fevereiro.

Assim afirmou Mohammed al-Hindi, um dos dirigentes da organização islâmica, em declarações na Faixa de Gaza, para onde voltou no mês passado após um longo exílio em Damasco.

- A reforma da OLP imporá uma sociedade política genuína (entre todas as facções) - disse Hindi, cuja organização ficou até agora longe dos eventos políticos na ANP e nunca participou de eleições.

Segundo o dirigente islâmico, a reestruturação da OLP - prevista no acordo alcançado por Hamas e Fatah em 8 de fevereiro em Meca - é a única via para resolver a crise interna palestina, porque abriria as portas para todas as facções.

O Hamas já se comprometeu a iniciar esse processo, com a condição de que a divisão de forças na OLP, representante legal do povo palestino em nível internacional, seja equitativo.

Desde sua fundação em meados dos anos 60, a OLP foi dominada pelo movimento Fatah.

Frente sua postura rumo a uma possível entrada na histórica organização palestina, Hindi reiterou hoje sua recusa em fazer parte de um Governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP), entidade autônoma nascida dos Acordos de Oslo de 1993 entre Israel e a OLP.

Hindi reafirmou também o direito dos palestinos de lutar através das armas contra a ocupação israelense, porque 'a resistência é a única via para responder'.

A Jihad Islâmica é a única milícia palestina que até agora nunca comprometeu-se a respeitar um cessar-fogo com Israel, e de fato continuou os atentados suicidas apesar de as outras facções terem suspendido este tipo de ataque.

Em 2006, todos os atentados suicidas cometidos em Israel foram reivindicados por seus milicianos.