Condição de famílias de imigrantes ilegais é criticada nos EUA
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WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos trata as famílias de imigrantes ilegais como se fossem prisioneiros, em instalações onde não podem viver unidas e receber tratamento médico e apoio adequados, segundo um novo relatório divulgado na quinta-feira.
Defensores dos direitos dos imigrantes e refugiados chegaram a essas conclusões depois de visitar dois centros de detenção no Texas e Pensilvânia, criados especialmente pelo Departamento de Segurança Interior para dar um tratamento 'humano' às famílias de ilegais.
- Em um país que apóia os valores familiares, não deveríamos tratar as famílias de imigrantes que não cometeram crime como bandidos, particularmente as crianças - disse a jornalistas Ralston H. Deffenbaugh, dos Serviços Luteranos para Imigrantes e Refugiados.
- Cerca de 600 pessoas podem ser acomodadas nestes centros. A maioria é de países da América Central e América Latina, mas há famílias palestinas, etíopes e chinesa - disse Emily Butera, da mesma entidade.
Os imigrantes mexicanos, que são a maioria dos 12 milhões de pessoas sem documentos que vivem nos Estados Unidos, não são mantidos nestes locais porque os agentes de fronteira podem deportá-los quase que imediatamente, afirmou Butera.
O relatório recomendou o fechamento deste tipo de centro e o uso de formas alternativas de detenção, como a adoção de braceletes eletrônicos para monitoramento para que deixem em liberdade famílias consideradas não perigosas para a segurança.
- Todas as mulheres com que falamos nesses locais choraram - disse Michelle Brané, diretora da Comissão de Mulheres por Mulheres e Crianças Refugiadas.
- Os pais não têm nenhum poder sobre a situação de seus filhos. Antes os separavam e não tem que separá-los, nem colocá-los em algo que é uma prisão - completou.
A imigração ilegal é um crime civil, não criminal, nos Estados Unidos.
