Área da Esplanada das Mesquitas é reaberta para visitantes judeus
Agência EFE
JERUSALÉM - A Área da Esplanada das Mesquitas de Jerusalém, o Monte do Templo para os judeus, foi reaberta para os visitantes judeus, após permanecer fechada a este público durante três semanas, por causa dos protestos dos muçulmanos. Eles são contrários às escavações, que estavam sendo feitas para a instalação de uma rampa de acesso ao local.
Depois das manifestações protagonizadas por muçulmanos árabes contra as obras, nos últimos dias judeus também protestaram nas ruas, pedindo o acesso ao monte próximo ao Muro das Lamentações, último vestígio do Segundo Templo.
O Conselho de Rabinos dos assentamentos nos territórios palestinos ocupados denunciou também o 'efeito negativo para os direitos básicos dos judeus de visitar o Monte do Templo, a violência árabe e a fraqueza do Governo israelense'.
Em comunicado, o Conselho afirma que 'só com uma mudança de percepção que permita ver o Monte do Templo como o lugar mais sagrado do povo judeu, poderá se chegar a um processo de paz e conseguir tranqüilidade para todos os habitantes de Sião'.
Para os muçulmanos, esse mesmo lugar, a Esplanada da Mesquita de Al-Aqsa e do Domo da Rocha, é o terceiro lugar mais sagrado do Islã.
Há três semanas, o começo de escavações para salvaguardar restos arqueológicos debaixo da rampa de acesso à Esplanada, antes do começo dos trabalhos de restauração da mesma, originaram protestos por parte dos palestinos e do mundo muçulmano.
Várias manifestações violentas aconteceram e as escavações foram condenadas por altos representantes religiosos e políticos do mundo muçulmano que viram nelas uma tentativa encoberta de destruir as mesquitas.
A municipalidade suspendeu as obras de restauração da rampa, danificada durante uma tempestade, mas continua com as escavações que, por lei, devem ser feitas toda vez que se constrói em Israel, sobretudo na parte antiga de Jerusalém, cidade santa para três religiões e onde há vestígios de 3.000 anos.
