Bush pede maior coordenação dos serviços secretos

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Agência EFE

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu uma maior coordenação entre os diferentes serviços secretos e um aumento no número de novos agentes que conheçam idiomas como o árabe, o urdu e o farsi.

Bush participou da cerimônia de juramento do cargo do novo diretor nacional de Inteligência, Mike McConnell, na base aérea de Bolling, nas proximidades de Washington.

Segundo o presidente, o diretor de Inteligência (cargo criado há três anos por causa dos atentados de 11 de Setembro de 2001 e que coordena os diferentes serviços secretos do país) tem como missão proporcionar 'as melhores informações possíveis sobre os planos e as intenções do inimigo'.

Para isto, explicou Bush, foi solicitada 'uma melhor integração de nossos diferentes serviços secretos' e que estas agências compartilhem eficazmente suas informações.

Além disso, pediu que se concentre no recrutamento de 'mais americanos com os conhecimentos lingüísticos e culturais necessários para responder às ameaças deste novo século', declarou.

Já McConnell, um almirante reformado, afirmou que 'as antigas políticas prejudicaram algumas reformas que são de bom senso', nas quais prevalece 'a contratação de americanos de primeira e segunda geração que tenham conhecimentos de linguagem, de cultura e uma grande compreensão das ameaças que enfrentamos'.

Com 67 anos, o novo diretor nacional de Inteligência trabalhou durante os últimos 10 anos como assessor em questões de segurança e de espionagem militar em uma empresa de consultoria.

McConnell foi assessor de Colin Powell, chefe do Estado-Maior americano durante a guerra do Golfo - em 1991 -, e entre 1992 e 1996 dirigiu a Agência de Segurança Nacional, entidade vinculada ao Pentágono responsável pela espionagem eletrônica.

No comando dos serviços de inteligência, McConnell substituirá John Negroponte, que recentemente se tornou o novo 'número dois' do Departamento de Estado americano.