Detido suspeito que viajou em vagão destruído por atentado na Índia
Agência EFE
NOVA DÉLHI - A Polícia indiana deteve nesta segunda-feira um suspeito que pode ter envolvimento com o atentado que matou pelo menos 66 pessoas em um trem de passageiros, informou uma fonte oficial. O detido, segundo a fonte, foi visto por testemunhas em um dos vagões onde as bombas explodiram.
- Segundo as informações de testemunhas, uma pessoa que esteve presente em um dos dois vagões incendiados foi detida - informou o ministro de Ferrovias, Lalu Prasad, após visitar os feridos no atentado que estão internados em um hospital de Nova Délhi.
Além dos ao menos 66 mortos, pelo menos 60 pessoas ficaram feridas devido à explosão de duas bombas em vagões quando o trem se aproximava da localidade de Panipat, cerca de 90 quilômetros ao norte de Nova Délhi, no estado de Haryana. As investigações preliminares sobre o material encontrado nos dois vagões atingidos pelas explosões revelam que o explosivo usado era uma mistura de querosene, sulfureto e nitrato de potássio, disse uma fonte oficial à 'PTI'. A testemunha acrescentou que os explosivos estavam escondidos entre roupas dentro de malas e que tinham um temporizador.
O atentado foi perpetrado às vésperas de uma nova rodada de negociações entre o Paquistão e a Índia, cujos Governos decidiram manter a agenda prevista para o encontro. O difícil diálogo entre os dois países foi interrompido após os atentados contra trens ocorridos em julho de 2006 em Mumbai, que mataram cerca de 200 pessoas. Na ocasião, a Índia acusou os serviços secretos paquistaneses dos ataques. Segundo a 'PTI', os primeiros-ministros indiano, Manmohan Singh, e paquistanês, Shaukat Aziz, conversaram hoje por telefone sobre o atentado.
