Ministros da UE acordam sanções contra Irã, mas insistem em diálogo
Agência EFE
BRUXELAS - Os ministros de Assuntos Exteriores da União Européia (UE) decidiram nesta segunda-feira impor sanções ao Irã por seu programa nuclear, mas insistiram em sua disposição para negociar com Teerã sobre o controle internacional das atividades atômicas do regime dos aiatolás.
- As possibilidades não são imensas para um acordo, mas estamos abertos, como sempre, a uma solução negociada - afirmou o responsável da diplomacia da União Européia, Javier Solana.
Solana e o ministro alemão de Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, se reuniram no domingo com o principal negociador iraniano, Ali Larijani, e embora não tenham recebido novas propostas, não abandonam um otimismo muito cauteloso.
- Acho que seria possível ter discussões mais produtivas e úteis no futuro - assinalou Solana, destacando que o acordo político feito hoje é praticamente uma transcrição da resolução 1737 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, aprovada no dia 23 de dezembro.
A resolução exige que o Irã suspenda essas atividades num prazo de 60 dias e estabelece principalmente que, em caso contrário, a ONU proíba seus Estados-membros de enviar material e tecnologias que Teerã possa utilizar em seus programas nuclear e de mísseis.
O alto representante comunitário para Política Externa e Segurança Comum destacou que a UE mantém sua estratégia de duas frentes: manter a porta aberta às negociações e apoiar a ação da ONU, neste caso através das sanções.
Steinmeier expressou em nome da Presidência rotativa da UE que não se busca 'uma escalada, mas uma solução', e deixou claro que os europeus preferem que Teerã volte à mesa de negociações.
O diretor do Organismo Internacional para a Energia Atômica (AIEA), Mohamed ElBaradei, insistiu hoje em sua proposta de suspensão simultânea, para que o Irã congele seu programa de enriquecimento de urânio de forma paralela ao congelamento das sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU.
- As sanções são uma ferramenta importante, mas não a única - disse em Bruxelas ElBaradei, para quem essas medidas contra o regime de Teerã não são suficientes por si sós para solucionar o conflito.
O diretor da AIEA insistiu - em declarações após se reunir em Bruxelas com o primeiro-ministro belga, Guy Verhofstadt - na necessidade de manter uma diplomacia ativa que permita que todas as partes voltem à mesa de negociações.
O ministro francês, Philippe Douste-Blazy, assinalou que uma sugestão iraniana de manter funcionando suas centrífugas de gás, mas sem conter urânio para seu enriquecimento 'não seria suficiente'.
Em entrevista coletiva, Douste-Blazy disse que a ONU solicitou 'a suspensão completa e verificável de todas as atividades de enriquecimento' de urânio.
A aplicação das sanções comunitárias não será aprovada formalmente até o final deste mês, quando se espera que a Comissão Européia apresente sua proposta de regulamento com as modalidades práticas.
O acordo político feito hoje é praticamente uma transcrição da resolução 1737 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, aprovada no dia 23 de dezembro.
A resolução exige que o Irã suspenda essas atividades num prazo de 60 dias e estabelece principalmente que, em caso contrário, a ONU proíba seus Estados-membros de enviar material e tecnologias que Teerã possa utilizar em seus programas nuclear e de mísseis.
