Rato assegura que o Japão quer 'normalizar' política monetária
Agência EFE
ESSEN (Alemanha) -
O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo Rato, assinalou neste sábado em Essen, onde acontece uma reunião do G7, que o Japão anunciou neste encontro que 'normalizará sua política monetária a médio prazo'.
As baixas taxas de juros no Japão estão ajudando a forte depreciação do iene frente ao euro e ao dólar, por isso que o anúncio poderia ser interpretado como um sinal de apaziguamento aos mercados.
A pouca força do iene constitui um dos temas principais dos debates dos ministros dos Estados Unidos, Alemanha, Japão, França, Itália, Reino Unido e Canadá, apesar de vários representantes terem deixado claro que não haverá uma menção direta no comunicado final, por se tratar de um assunto sumamente sensível para os mercados.
Rato não quis se pronunciar sobre o modelo atual do iene, mas deixou entrever que não o preocupa da mesma maneira que os europeus, que vêem em perigo sua competitividade devido ao baixo preço da moeda japonesa.
- O melhor que o Japão pode fazer é continuar crescendo e se manter afastado de pressões inflacionárias - assinalou Rato, insistindo em que uma economia japonesa forte é boa também para a economia européia.
Com relação à situação do iuane, cuja baixa taxa de câmbio já foi discutida em reuniões anteriores do G7, Rato assinalou que é importante que sejam os mercados que definam a cotação da moeda.
Além disso, o diretor-gerente do FMI ressaltou que não só é preciso fixar a paridade do iuane frente ao dólar, mas também frente a outras moedas.
Rato assinalou que durante a reunião também foi abordado a reforma do FMI e assegurou que no G7 há consenso que este assunto esteja evoluindo favoravelmente.
O otimismo de Rato contrasta com a versão oferecida pelo ministro alemão de Finanças, Peer Steinbrück, que ontem reconheceu que as posturas são ainda muito díspares entre os membros do FMI, sobretudo quanto à ponderação de votos.
