EUA estudam medidas para ações caso novo plano no Iraque fracasse

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Agência EFE

WASHINGTON - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, reconheceu nesta terça-feira que estuda quais medidas adotará caso o envio adicional de 21.500 soldados para o Iraque não melhore a situação no país.

Gates compareceu hoje diante do Comitê de Serviços Armados do Senado para defender a proposta de orçamento para seu Departamento, que prevê o recebimento de US$ 624,6 bilhões no ano fiscal de 2008.

O chefe do Estado-Maior conjunto dos Estados Unidos, general Peter Pace, também esteve presente.

- Seria uma irresponsabilidade da minha parte não pensar quais poderiam ser as alternativas' caso o novo plano para o Iraque não funcione - disse o chefe do Pentágono.

Ao longo da sessão, Gates foi submetido a uma bateria de perguntas por parte dos senadores, que lhe perguntaram, entre outros assuntos, sobre sua opinião sobre as novas medidas para o Iraque do presidente dos EUA, George W. Bush.

Gates, nomeado secretário de Defesa em dezembro, reconheceu que o aumento de tropas no Iraque 'não é a última oportunidade' para ganhar a guerra.

Neste sentido, mencionou a possibilidade de se aumentar entre 10% e 15% o número de soldados anunciado pelo próprio Bush no começo do ano.

Este aumento ao qual Gates se referiu significaria 3 mil soldados a mais.

Pace afirmou que esses soldados serviriam para apoiar as novas tropas que serão enviadas para reforçar a segurança em Bagdá e Al Anbar.

No entanto, o tempo todo Gates quis deixar claro que as medidas adotadas para relançar a situação no Iraque foram criadas 'para ter êxito'.

Por outro lado, tanto Gates como Pace asseguraram aos senadores que as tropas adicionais que serão enviadas ao Iraque terão os meios suficientes para realizar suas tarefas, e disseram que a carência de veículos blindados será solucionada em julho.

O vice-presidente do Iraque, o sunita Tariq al-Hashimi, pediu nesta segunda-feira que o Governo dos EUA acelere urgentemente o posicionamento dos 21.500 soldados adicionais para pôr fim à escalada de violência.

Hashimi, um dos dois vice-presidentes que o Executivo de Bagdá possui, explicou que as tentativas anteriores de melhorar a segurança na capital iraquiana fracassaram por conta da escassez de tropas.

O mais alto líder sunita do Iraque advertiu hoje que se os reforços não chegassem em breve, a situação se deterioraria ainda mais.

O orçamento da Defesa para 2008 inclui US$ 93,4 bilhões para as operações militares no Iraque e no Afeganistão.

Durante a sabatina, Gates anunciou que o Pentágono aprovou um plano para criar um novo comando dos EUA na África que supervisionará as operações na região.

Gates anunciou que o presidente Bush deu sinal verde para a aprovação e a criação do comando.

Em comunicado, Bush afirmou que a nova direção 'potencializará' os esforços dos EUA 'para levar paz e segurança aos africanos' e fomentar as metas comuns 'em matéria de desenvolvimento, saúde, educação, democracia e crescimento econômico'.

Bush disse ainda que consultará a opinião de líderes africanos sobre como o novo comando pode responder aos desafios em matéria de segurança da África.

Na opinião de Gates, esta nova estrutura permitirá empreender um trabalho mais 'efetivo' e 'integrado' que a atual organização, que "data da Guerra Fria'.