Argentina e Uruguai devem 'discutir como países civilizados'

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Agência EFE

BUENOS AIRES - O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, disse nesta terça-feira que seu país e o Uruguai devem 'discutir como países civilizados' a questão das fábricas de celulose.

Além disso, se mostrou triste com os incidentes envolvendo ambientalistas argentinos em Montevidéu.

- Nenhum argentino deve realizar atos que possam ser interpretados como provocativos - declarou sobre o ocorrido ontem com sete argentinos que viajaram à capital do Uruguai para se manifestar contra a instalação de fábricas de celulose no país vizinho.

Os manifestantes de Buenos Aires se dirigiram à Praça Independência de Montevidéu, onde, ao mesmo tempo, se instalou um grupo de uruguaios muito maior com cartazes de rejeição aos piqueteiros argentinos e expressões de apoio às fábricas de celulose.

Segundo relatos que os ambientalistas argentinos fizeram ao voltarem para casa, após uma série de discussões, insultos e empurrões, o grupo se retirou do local e formalizou uma queixa por danos e agressões na Polícia uruguaia.

- Não façamos coisas que façam mal a dois países irmãos - disse Kirchner, que durante um discurso na Casa Rosada pediu que a questão das fábricas de celulose seja abordada 'com sensatez e racionalidade'.

- Temos posições diferentes em torno deste tema, mas não tem que haver enfrentamento algum nem devemos nos considerar inimigos. Amo, de coração, os irmãos uruguaios - declarou o chefe do Estado.

Já o ministro do Interior argentino, Aníbal Fernández, classificou como 'destemperada' a reação contra os ambientalistas de Buenos Aires e Entre Ríos em Montevidéu.

- Não é bom que estas coisas aconteçam. Pelo que se viu na televisão, não houve ofensas ao Uruguai nem ações que significassem agressões, insultos ou coisas do tipo por parte dos ambientalistas argentinos - destacou em declarações a uma rádio da província de Buenos Aires.