Papa diz que compaixão não é desculpa para eutanásia

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CIDADE DO VATICANO - O papa Bento 16 renovou neste domingo seu apelo a católicos para que repudiem o aborto e a eutanásia, dizendo que a vida é dada por Deus e não pode ser interrompida por "compaixão humana".

Seu apelo ocorre dias depois de um médico italiano ter desligado os aparelhos que ajudavam um homem a viver e foi isentado por um painel médico da acusação de ter tido mau procedimento.

- A vida, que é um trabalho de Deus, não pode ser negada, nem em estágios muitos novos e indefesos de um feto, nem no caso de graves incapacidades - disse ele em seus comentários semanais a fiéis e turistas na Praça São Pedro.

Falando no "Dia pela Vida" da Igreja Católica italiana, ele afirmou que a humanidade não pode legitimar a eutanásia ou se "enganar" e justificar o ato como "compaixão humana".

A eutanásia é uma questão polêmica na esmagadora maioria Católica na Itália, onde é o ato é ilegal e pode levar a 15 anos de prisão.

A questão voltou à cena no mês passado, quando o médico italiano Mario Riccio desconectou a ajuda de aparelhos de Piergiorgio Welby, que ficou paralisado por muitos anos por distrofia e pediu para morrer.