Rice: violência não deve obstruir conversas para a paz no O. Médio
Agência EFE
WASHINGTON - A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse nesta sexta-feira que o ressurgimento da violência entre diferentes grupos palestinos não deve impedir a retomada das negociações no Oriente Médio.
- Não ajuda falarmos de um calendário, mas, sim, ajuda falarmos de um compromisso - acrescentou Rice em entrevista coletiva após a reunião em Washington do Quarteto de Madri (EUA, Rússia, ONU e UE), encarregado da mediação entre israelenses e palestinos.
As facções palestinas renovaram hoje seu compromisso de pôr fim aos confrontos internos, após uma nova onda de violência que deixou pelo menos 22 mortos e cerca de 200 feridos em 24 horas.
Representantes do Movimento de Resistência Islâmica, Hamas, e do grupo nacionalista Fatah se reuniram hoje em Gaza, sob a chancela da Embaixada do Egito, e chegaram a um acordo para aplicar novamente o cessar-fogo, que entrou em vigor na terça-feira e que foi rompido dois dias depois.
Segundo Rice, apesar da violência, 'simplesmente não há razões para evitar o assunto de como chegar até um Estado palestino'.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o quarteto expressou 'sua profunda preocupação' com o ressurgimento da violência e pediu que 'a lei e a ordem sejam respeitadas'.
Já o ministro de Assuntos Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, disse que a Síria poderia 'desempenhar um papel construtivo' para ajudar a avançar no processo de paz palestino-israelense.
Sobre isso, Rice mostrou esperança de que a Síria 'tente ter um papel mais positivo do que negativo'.
Entre os 22 mortos registrados até agora, há duas crianças de oito e cinco anos, e uma mulher que foi atingida por uma bala, que entrou pela janela da sua casa.
A maioria dos combatentes mortos pertence ao Fatah, e entre eles está o chefe dos serviços de inteligência para a região norte de Gaza, Abu Awed Salim.
Na opinião da secretária de Estado, a violência, 'pela qual já mostramos nossa preocupação, tem que parar'.
