Blair descarta deixar cargo

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Agência EFE

LONDRES - O primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, considerou inadequado deixar o cargo antes que seja concluída a investigação policial sobre a suposta 'venda' de títulos a benfeitores do Trabalhismo, apesar do dano que o caso está causando na imagem de seu partido.

Blair utilizou o programa político 'Today', na Radio 4 da 'BBC', para responder à crescente polêmica sobre este caso, depois da Scotland Yard tê-lo interrogado pela segunda vez, há uma semana, como testemunha e não como suspeito.

Apesar de dirigentes trabalhistas reconhecerem o efeito destruidor que a investigação está tendo em seu partido, Blair não deu o braço a torcer e hoje descartou a possibilidade de deixar o poder.

- Acho que seria errado. Terão que me agüentar um pouquinho mais - afirmou o primeiro-ministro, ao ser perguntado se a pesquisa poderia forçar a antecipação de sua saída do Governo.

Esta é a primeira vez na história que um primeiro-ministro do Reino Unido é interrogado duas vezes por suposta venda de títulos honoríficos, uma prática proibida por uma lei de 1925.