Olmert defende manejo da guerra no Líbano em investigação

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REUTERS

JERUSALÉM - O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, defendeu na quinta-feira sua administração na guerra do ano passado no Líbano durante mais de cinco horas frente a uma comissão investigadora.

A Comissão Winograd, nomeada pelo Estado, interrogou Olmert por sua decisão de ir à guerra horas depois que guerrilheiros do Hezbollah sequestraram dois soldados israelenses, em 12 de julho, em vez de continuar com uma política de moderação, disse um porta-voz do painel.

O apoio do público israelense à ofensiva foi forte no início, mas caiu quando as Forças Armadas não conseguiram resgatar os soldados nem deter o lançamento de foguetes do Hezbollah através da fronteira.

Cerca de 1.200 libaneses e 159 israelenses morreram antes do acordo de trégua, em 14 de agosto.

Uma autoridade de Israel disse que Olmert deu um testemunho 'centrado e detalhado' de cinco horas e meia à Comissão Winograd.

- O primeiro-ministro não culpou os outros. Seu propósito era explicar as várias considerações nos momentos de decisões cruciais da campanha - disse a autoridade, sem dar mais detalhes.

Em declarações públicas anteriores, Olmert, que não tem linhagem militar, descreveu a guerra como um sucesso. O primeiro-ministro disse que o conflito levou a uma presença reforçada da força de paz da Organização das Nações Unidas e expulsou em grande parte o Hezbollah do sul do Líbano.

Os índices de popularidade de Olmert e de seu ministro de Defesa, Amir Peretz, caíram desde a guerra no Líbano e a oposição israelense tem pedido sua renúncia e eleições antecipadas.