Ex-embaixador cubano duvida que Raúl Castro reforme o país

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Agência EFE

PARIS - O antigo embaixador cubano nas Nações Unidas, Alcibíades Hidalgo, considera que após a morte de Fidel Castro seu irmão Raúl não terá tempo de promover a reforma do país, dado o estado 'catastrófico' da economia.

Em declarações publicadas nesta quarta-feira no jornal francês 'Le Monde', Hidalgo afirma que a única possibilidade é tentar iniciar em Cuba um regime 'copiado' do modelo chinês, mas 'não acho que tenha tempo'.

Hidalgo foi chefe de Gabinete de Raúl Castro entre 1985 e 1993, ano no qual foi brevemente embaixador de seu país na ONU, já que foi obrigado a retornar à ilha e posto 'sob controle', o que não impediu que pudesse se exilar pouco depois nos Estados Unidos, onde vive agora.

Raúl Castro, atual homem forte de Cuba por causa da doença de seu irmão Fidel, evoca em Hidalgo 'um sentimento de frustração (...) Descobri um indivíduo que não tinha a envergadura intelectual de Fidel, mas que controlava o sistema de maneira eficaz'.