Jerusalém: Tunisiana pode entrar para Jardim dos justos
Agência ANSA
JERUSALÉM - Uma tunisiana pode se tornar a primeira mulher a entrar e fazer parte do Jardim dos Justos do Memorial Yad Vashem, em Jerusalém. A informação foi divulgada pelo museu que compila os nomes e histórias das pessoas que ajudaram a salvar os judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Segundo o testemunho de uma judia que vivia na Tunísia durante a guerra, ela e outras mulheres foram salvas por Khaled Abd al-Wahab, uma camponesa morta em 1997. A notícia foi anunciada por Estee Yaari, porta-voz do Yad Vashem, em entrevista ao site 'Middle East Online'.
O relato foi trazido à atenção do museu por Robert Satloff, um historiador alemão que pesquisou histórias de árabes que ajudaram a salvar a vida de judeus. Satloff apresentou o caso para que Khaled fosse lembrada.
O Jardim dos Justos tem os nomes de mais de 21 mil pessoas de todos os países da Europa, entre elas 50 muçulmanos, a maioria albaneses e bósnios. Durante a Segunda Guerra Mundial, mais de 1,5 milhão de judeus viviam no norte da África vítimas da perseguição dos nazistas e seus aliados, mesmo fora dos campos de concentração europeus.
Uma vez que um pedido de reconhecimento é feito, funcionários do Yad Vashem buscam informações sobre a pessoa em questão. Uma comissão especial decide depois se sua história cabe nos critérios necessários para a admissão. Yaari não arriscou especular sobre as chances de Khaled realmente entrar para o Jardim dos Justos.
Os justos ou "os justos entre os povos" é um termo que, na filosofia hebraica, indica os não judeus que se comportaram de maneira justa, salvando vidas humanas e merecendo, portanto, o direito de entrar no paraíso.
