Viúva de Perón enfrenta nova acusação na Espanha

Por

REUTERS

MADRI - A ex-presidente da Argentina, María Estela Martínez de Perón, sofreu nesta quinta-feira, na Espanha, uma nova acusação no caso que investiga se ela teria dado luz verde a assassinatos, torturas e sequestros de dissidentes de esquerda durante seu governo, entre 1974 e 1976.

Um juiz argentino quer extraditar a ex-mandatária por seus vínculos com a Aliança Anticomunista Argentina (AAA), que operou durante sua caótica administração de 20 meses, disse um porta-voz da Suprema Corte da Espanha.

A polícia espanhola havia prendido Perón, de 75 anos, no dia 12 de janeiro em sua casa em Madri, depois de outro juiz argentino ter ordenado que ela voltasse ao país para ser interrogada sobre o desaparecimento em 1976 de um ativista que fora visto pela última vez sob custódia de oficiais de segurança do Estado.

Perón foi libertada, mas precisa comparecer a uma delegacia policial a cada 15 dias enquanto a Espanha espera um pedido de extradição da Justiça argentina.

Conhecida como 'Isabel', a ex-presidente assumiu o poder em 1974 após a morte de seu marido, o três vezes presidente do país Juan Domingo Perón. Ela vive exilada na Espanha desde 1981.