Uma pessoa morre após violento confronto nas ruas de Cochabamba
Agência EFE
LA PAZ - Uma pessoa morreu nesta quinta-feira na cidade boliviana central de Cochabamba durante um confronto entre camponeses a favor do Governo e seguidores do governador regional da região, Manfred Reyes Vila, informou o canal de televisão estatal.
A televisão mostrou imagens da pessoa, aparentemente um camponês cocaleiro, estendida em uma maca provisória instalada na praça principal da cidade, que há vários dias está ocupada por manifestantes que pedem a renúncia de Reyes Vila.
Outros meios de imprensa informaram que o camponês foi trasladado até o lugar a partir de outra região da cidade onde minutos antes se tinham enfrentado violentamente a socos e pauladas grupos dos sindicatos camponeses e outros de cidadãos que defendiam governador regional.
Segundo o canal 'Bolivisión', o camponês morto é Nicómedes Gutiérrez, havendo mais de meia centena de feridos, entre eles um a bala, que foram levados para um hospital de Cochabamba.
O inspetor da Polícia Nacional, general Fernando Peláez, que se encontra na cidade, disse à rádio 'Erbol' que não podia confirmar a informação sobre a pessoa morta, mas acrescentou que o número de policiais não foi suficiente durante o confronto.
O dirigente da Central Operária Departamental (COD), Víctor Mitma, que convocou os protestos contra Reyes Vila, assegurou que tem relatórios, ainda não confirmados pelos meios de imprensa, que existem pelo menos outras duas vítimas fatais.
O conflito começou na segunda-feira com o ataque de grupos de camponeses à sede da Prefeitura de Cochabamba, que foi parcialmente queimada durante a ação. Eles reivindicam a renúncia de Reyes Vila por sua intenção de convocar um referendo sobre um regime autônomo em seu distrito.
O governador regional ratificou hoje, horas antes do confronto, sua intenção de convocar o novo referendo sobre autonomia e afirmou que não renunciará a seu cargo.
O Governo pediu a Reyes Vila que abandone sua intenção de promover o novo referendo porque isso implica desconsiderar o que foi realizado em julho, no qual os habitantes de Cochabamba rejeitaram o regime autônomo.
