Juiz obriga 'Ali Químico' a se sentar em cadeira que era de Saddam

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Agência EFE

BAGDÁ - O juiz iraquiano Mohammed Oreibi al-Khalifa ordenou nesta quinta-feira a 'Ali Químico' que se sentasse na cadeira vazia que Saddam Hussein deixou, na retomada das audiências sobre a campanha Al-Anfal. No final da manhã, o magistrado decidiu adiar o julgamento até 23 de janeiro. Seis colaboradores de Saddam estão sendo julgados no caso pelos massacres cometidos no final da década de 80 no Curdistão iraquiano.

Na audiência desta quinta, o primo de Saddam, Ali Hassan Al Mayid, apelidado 'Ali Químico' devido ao uso de armas químicas contra os curdos na campanha Al-Anfal, foi obrigado a ocupar a cadeira onde se sentava Saddam e que estava vazia desde a execução dele.

O procurador-geral, Munqiz al-Faraón, apresentou ao tribunal documentos e gravações de áudio que provam que Mayid deu ordens para executar 35 pessoas, do total de 300, que tinham sido detidas na campanha Al-Anfal.

Mayid negou as acusações e insistiu em que sua voz, que aparece nas gravações, ordenava executar um grupo de 'criminosos', que não tinham nada a ver com a campanha Al-Anfal.

O primo de Saddam pode ser condenado à morte se for considerado culpado de genocídio contra os curdos.