Chávez quer se converter no banqueiro de Ortega na Nicarágua

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Agência AFP

CARACAS - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pretende se tornar o principal banqueiro do governo de Daniel Ortega na Nicarágua, com o oferecimento de uma milionária assistência, pela qual busca consolidar sua revolução socialista.

Os termos e o alcance da cooperação serão conhecidos em Manágua, onde Chávez deve assistir à posse de Ortega, líder da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN, esquerda).

O novo presidente da Nicarágua formalizará nesta quinta-feira a adesão do país ao projeto integracionista Alternativa Bolivariana para a América Latina e o Caribe (Alba), formada por Venezuela, Cuba e Bolívia, informou nesta quarta-feira à AFP o embaixador venezuelano Miguel Gómez.

A Alba foi criada em 29 de abril de 2005 por Chávez e o presidente de Cuba, Fidel Castro, em contraposição à Área de Livre Comércio para as Américas (Alca), impulsionada pelos Estados Unidos. A Bolívia se uniu um ano depois.

Durante a visita, Chávez e Ortega deverão assinar "sete ou oito" acordos e "duas cartas de intenção" para ajudar a Nicarágua a levantar sua pequena economia, melhorar sua infra-estrutura e o deteriorado sistema de saúde e educação, segundo o embaixador venezuelano.

A Venezuela prevê, também, facilitar empréstimos para construir 200.000 moradias populares, instalar uma agência do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social da Venezuela (Bandes) em Manágua, que, segundo fontes sandinistas, contará com uma milionária carteira creditícia.

Além disso, há o convênio que a estatal Petróleos da Venezuela assinou no ano passado um convênio com a empresa nicaragüense-venezuelana Albanic para abastecer a Nicarágua com 10 milhões de barris de cru refinado a preços preferenciais.

A idéia é "que a Nicarágua se junte ao conglomerado latino-americano e caribenho para que façamos uma união territorial" comercial mais competitiva frente à União Européia e aos Estados Unidos, afirmou Gómez.