Bush busca apoio para enviar mais soldados ao Iraque

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Agência AFP

WASHINGTON (Estados Unidos) - O presidente George W. Bush iniciou uma grande campanha para conseguir o apoio da opinião pública para o plano de aumentar o número de tropas americanas no Iraque, informa a imprensa dos Estados Unidos.

Bush se reuniu com mais de 30 senadores do Partido Republicano e vários deles confirmaram a informação de que o presidente planeja incrementar em 20.000 o número de soldados americanos no Iraque, com o objetivo de ajudar a pacificar Bagdá.

O presidente dos Estados Unidos acredita que, primeiro, a violência sectária deve acabar no Iraque para que o processo político possa ser restaurado. Além disso, está convencido de que o primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki apóia decididamente os planos americanos, destaca o o jornal Washington Post.

A estratégia de Bush será divulgada na quarta-feira como apoio ao plano para pacificar Bagdá apresentado sábado por Maliki, acrescenta o Post.

O plano propõe que as forças conjuntas americano-iraquianas enfrentem as facções armadas ilegais, incluindo a milícia do clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr, chamada Exército Mahdi.

Ainda não está claro como o plano poderia afetar os políticos pró-Sadr no Parlamento iraquiano, que são parte chave do governo de coalizão de Maliki.

As forças iraquianas, no entanto, deverão levar a iniciativa a Sadr City - bairro xiita de Bagdá onde o Exército Mahdi consegue parte de seu apoio - disse um funcionário do governo americano ao Post.

Bush também anunciará que as ampliadas equipes civis e militares americanas serão deslocadas imediatamente das áreas onde a paz for imposta.

- Um aumento de tropas não é uma estratégia em si mesma. É uma tática para possibilitar o sucesso da nova estratégia - disse um alto funcionário da Casa Branca ao jornal.

O senador republicano Lindsey Graham disse ao New York Times que Bush "enfatizou o fato de não tratar-se apenas de mais soldados".

- Não é mais do que um pequeno componente disto. É uma mudança na estratégia econômica, militar e política - disse Graham.

Os republicanos de Bush controlaram o Congresso americano até 7 de novembro do ano passado, quando a oposição democrata ganhou maioria na Câmara de Representantes e no Senado nas eleições legislativas, vistas por muitos como um referendo sobre a guerra no Iraque.