Papa: Avanços democráticos combaterão pobreza na A. Latina
Agência EFE
CIDADE DO VATICANO - O papa Bento XVI afirmou nesta segunda-feira que, se forem consolidados, os progressos democráticos e econômicos vividos na América Latina durante os últimos anos contribuirão para vencer a pobreza. Bento XVI fez essa declaração no discurso ao corpo diplomático credenciado no Vaticano, quando, como todos os anos, repassa a situação internacional e expressa as prioridades da Igreja Católica.
- A melhora de alguns índices econômicos, o compromisso na luta contra o tráfico de drogas e contra a corrupção, os diferentes processos de integração, os esforços para melhorar o acesso à educação, para combater o desemprego e para reduzir desigualdades na distribuição de renda são índices que se destacaram com satisfação - disse.
Segundo o Pontífice, 'se esses progressos se consolidarem, poderão contribuir de forma determinante para vencer a pobreza que aflige vastos setores da população e para aumentar a estabilidade institucional'.
Ao lembrar as eleições realizadas em vários países da região no ano passado, Bento XVI disse que 'convém ressaltar que a democracia deve levar em conta as aspirações de todos os cidadãos, promover o desenvolvimento no respeito de todos os membros da sociedade, segundo os princípios da solidariedade e da justiça'.
No entanto, advertiu que é preciso ficar alerta frente ao que ele considera o 'risco de um exercício da democracia que se transforme em ditadura do relativismo'.
No discurso, o papa mencionou três países latino-americanos - Colômbia, Cuba e Haiti - devido a seus problemas.
- O longo conflito interno na Colômbia provocou uma crise humanitária, especialmente dos deslocados - disse Bento XVI, acrescentando que é preciso fazer todos os esforços para pacificar o país e dar uma vida normal a milhões de pessoas.
Sobre Cuba, expressou o desejo de que 'cada um de seus habitantes possa realizar suas aspirações legítimas a favor do bem comum', e lembrou as palavras de seu antecessor, João Paulo II, para que 'Cuba se abra ao mundo e o mundo se abra a Cuba'.
Em relação ao Haiti, Bento XVI ressaltou que o pequeno país vive em 'uma grande pobreza e violência'. O papa disse esperar que a comunidade internacional contribua para uma consolidação das instituições, que permita ao povo do Haiti se transformar em protagonista de seu próprio desenvolvimento, 'em um clima de reconciliação e concórdia'.
