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Paraguai: Defesa de Luis González entra com recurso por sua libertação

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EFE

ASSUNÇÃO - O ex-presidente do Paraguai Luis González Macchi recorreu da decisão que o condenou a oito anos de prisão por enriquecimento ilícito e declaração falsa de bens e pediu sua libertação até a apreciação do recurso, informaram nesta quarta-feira fontes judiciais.

José Ignacio González Macchi, irmão e advogado do ex-chefe de Estado, apresentou o recurso na noite de terça-feira com o argumento de que o tribunal inferior ditou a sentença "através de um arbítrio e de provas".

O ex-chefe de Estado, de 58 anos, está detido em uma unidade militar de Assunção desde 4 de dezembro, depois que um tribunal de primeira instância ordenou sua reclusão até que a sentença seja confirmada.

Além disso, o ex-presidente terá que pagar uma multa de 3 bilhões de guaranis (US$ 550 mil) e teve bloqueado US$ 370 mil depositados em uma conta conjunta na Suíca junto a sua esposa, Susana Galli.

Os juízes absolveram a esposa de González Macchi e o empresário e amigo do casal Reinaldo Domínguez Dibb, ambos processados no mesmo caso.

O tribunal considerou provado que o ex-presidente ofereceu uma declaração falsa de bens no término do seu mandato, em agosto de 2003.

Sobre a acusação de enriquecimento ilícito, afirmou que não pôde demonstrar com documentos a origem do dinheiro depositado em uma conta conjunta com sua esposa, aberta em uma entidade bancária na Suíça.

Em junho, González Macchi foi condenado a seis anos de prisão por desviar US$ 16 milhões aos Estados Unidos de dois bancos privados, que decretaram falência durante sua gestão, mas foi absolvido em setembro por um tribunal de apelação.