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Casa Branca nega atrito com militares por causa do Iraque

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Reuters

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, cogita um aumento imediato do efetivo militar no Iraque, disse um porta-voz na terça-feira, negando relatos de atritos entre a Casa Branca e líderes do Pentágono.

O aumento temporário das tropas - uma idéia considerada aceitável pelo influente Grupo de Estudos do Iraque - é 'algo que está sendo explorado por Bush', segundo seu porta-voz Tony Snow, que rejeitou uma reportagem do Washington Post segundo a qual funcionários da Casa Branca estariam se desentendendo com o Estado-Maior Conjunto do Pentágono.

- Acho que as pessoas estão tentando criar uma luta entre o presidente e os chefes do Estado Maior onde não existe - disse Snow.

De acordo com o porta-voz, o presidente ainda não tomou nenhuma decisão sobre a nova estratégia e pediu aos comandantes militares que analisem várias opções.

Segundo o Post, funcionários da Casa Branca defendem agressivamente um aumento de 15 mil a 30 mil soldados no Iraque, apesar da discordância unânime dos líderes das diferentes forças militares.

Bush afirma repetidamente que o contingente no Iraque dependerá do que pedirem os comandantes no terreno. O presidente adiou para o início de 2007 o anúncio da nova estratégia, em parte para que tenha tempo de ouvir também as opiniões de Robert Gates, que nesta semana assumiu o cargo de secretário de Defesa e deve ir em breve ao Iraque.