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Scotland Yard conclui investigações sobre espião envenenado, em Moscou

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EFE

MOSCOU - Os detetives da Scotland Yard concluíram nesta segunda-feira as investigações em Moscou sobre o assassinato por exposição a polônio 210 do ex-agente russo Alexander Litvinenko, após interrogar seis testemunhas ligadas ao caso.

- Os detetives britânicos já concluíram seu programa de interrogatórios em Moscou, disse uma fonte ligada ao caso para a agência russa 'Interfax'.

Na presença dos policiais da Scotland Yard, a Procuradoria russa interrogou nas últimas duas semanas parentes de Litvinenko, além de seus parceiros - Dmitri Kovtun e Andrei Lugovoi -, os médicos que trataram os ex-agentes quando estavam internados e o empresário Viacheslav Sokolenko.

A principal testemunha no caso, Kovtun, foi interrogada nesta segunda-feira pela terceira vez, mas se negou a revelar o conteúdo das perguntas, por considerar 'segredo do processo'.

Kovtun, que foi internado há duas semanas em uma clínica de Moscou com os mesmos sintomas de Litvinenko, está sendo investigado por introduzir substâncias radioativas na Alemanha.

O empresário disse recentemente à imprensa alemã que introduziu inconscientemente polônio 210 na casa de sua ex-esposa em Hamburgo antes de se encontrar em Londres com Litvinenko.

O embaixador alemão em Moscou, Walter Schmid, afirmou hoje que os órgãos de segurança de ambos os países 'cooperam' com as investigações.

Kovtun e seu parceiro Lugovoi foram as últimas pessoas a se encontrarem com Litvinenko no hotel Millenium de Londres em 1º de novembro, mesmo dia em que o ex-espião russo foi internado.

Litvinenko, ex-coronel do Serviço Federal de Segurança russo (FSB, antigo KGB), morreu em 23 de novembro devido à concentração em seu organismo de altas quantidades de polônio 210, substância radioativa altamente tóxica