Hamas acusa presidente palestino de provocar guerra
Reuters
GAZA - As forças de segurança do presidente palestino, Mahmoud Abbas, abriram fogo contra um ato do Hamas na Cisjordânia, e houve mais trocas de tiros entre as duas facções na sexta-feira, o que fez um importante líder do Hamas acusar Abbas de dar início a uma guerra.
As tensões internas chegaram a seu ponto mais intenso em dez anos, alimentando o temor de que os palestinos estejam à beira de uma guerra civil, depois de meses tentando sem sucesso formar um governo de coalizão que reúna a facção islamita Hamas e a facção Fatah, de Abbas, que já foi dominante no território.
- Que guerra você está lançando, Mahmoud Abbas, primeiro contra Deus, depois contra o Hamas! - disse Khalil al-Hayya, chefe do Hamas no Parlamento, a 100 mil pessoas no ato público que aconteceu em Gaza.
O premiê palestino, Ismail Haniyeh, que pertence ao Hamas, fez um apelo pela "unidade nacional" no discurso que proferiu para a multidão, mas não chegou a pedir calma, como já fez em outros episódios de violência.
Pelo menos 32 partidários do Hamas ficaram feridos em Ramallah, na Cisjordânia, atingidos por tiros disparados pela Fatah, disseram fontes hospitalares. Vários estavam em estado grave.
A violência estourou depois que o Hamas, que controla a Autoridade Palestina, acusou um segurança de Abbas de tentar matar o premiê Haniyeh na noite de quinta-feira, perto da passagem fronteiriça de Rafah.
Embora Israel não esteja diretamente no episódio, foi do país a decisão, com o apoio dos Estados Unidos, de impedir a entrada de Haniyeh em Gaza, por Rafah, porque ele trazia consigo 35 milhões de dólares em dinheiro vivo. Os palestinos precisam do dinheiro por causa do embargo imposto pelo Ocidente desde que o Hamas assumiu o poder.
