Julgamente de Saddam por genocídio contra curdos é adiado
EFE
BAGDÁ - O presidente do tribunal que julga Saddam Hussein e seis de seus colaboradores por genocídio contra o povo curdo iraquiano decidiu nesta quinta-feira adiar o julgamento para 18 de dezembro.
Na audiência desta quinta, a 29º desde o início do julgamento, em 21 de agosto, dois médicos turcos relataram sua experiência como profissionais durante a campanha militar de Al-Anfal, lançada pelo Exército iraquiano contra o Curdistão iraquiano entre 1987 e 1988.
Três dos advogados da defesa não estiveram presentes e o tribunal nomeou seus substitutos. Os advogados deixaram a sala na quarta-feira por considerarem que as pressões que sofrem por parte do tribunal os impedem de defender seus clientes.
Segundo a Promotoria, cerca de 182 mil curdos morreram ou desapareceram durante a campanha e 4 mil aldeias foram destruídas.
